
pedem-me seriedade no discurso
que a que trago e como a uso
não me serve nem ao mundo
estantes que preencho a medo
não vá quem sabe tece-las azedo
vazias errantes e frias no fundo
se ela passar não saio do quarto
que aqui não há marca nem pesar_
Do amor não lhe quero o canto
tou assente na via da palavra
mas será que ausente no tempo
do verbo? ao menos na estrada_
Tags: lak, poem, poema, poesia, poetry, rui silveira, ruisilveira83